Fonte: Geeks are Sexy
Morreu ontem, aos 56 anos, Steve Jobs, fundador e ex-presidente da Apple. Ele lutava a anos contra um câncer e estava de licença médica desde o início de fevereiro e, no fim de agosto, havia se afastado do comando da Apple. Segundo a família, ele teve uma morte tranquila. Além de comandar a Apple, Steve Jobs também foi um dos criadores do estúdio de animação Pixar revolucionando e inspirando designer do mundo todo, com seus produtos revolucionários. Fica aqui a homenagem do DotR a este grande homem de nossos tempos. RIP!
Quando as pessoas me perguntam desde quando estou envolvido com design, eu costumo dizer que desde que tive contato pela primeira vez com um lápis. Isso porque desde que me entendo por gente e comecei a organizar o meu pensamento, eu sonho com coisas inusitadas e rabisco elas em meus caderninhos de desenho, ou mesmo construía meus brinquedos, seja de madeira, papel ou caixas de creme dental. Tudo isso contribuiu e muito para minha carreira de designer e devo muito isso aos meus pais que incentivaram a criatividade e a busca pelo lúdico, desde de pequeno.
Mas quais seriam as fases que um designer passa na vida? Você já parou para pensar nisso? Abaixo segue um texto adaptado de “The 3 stages of design maturity“ da designer americana Kendra Gaines.
Estágio 1: Design como decoração
Este talvez seja um estágio muito cru e com certeza o mais empolgante de todos, é onde nos sentimos diferentes e promissores. Muitos designers iniciam aqui, principalmente os autodidatas. É a fase onde você começa a tratar todas as fotos que tira, ou brinca com manipulações. Testa tutorias que encontra na internet. Onde você personaliza suas coisas como calças, cadernos, agendas e etc, e um certo dia você para e pensa: “As pessoas podiam me pagar pra fazer isso para elas!”.
Não estamos dizendo que quem está nesta fase não vale nada, mas é preciso assumir todo o seu potencial. A gama de conhecimento e o repertório ainda são muito baixos e fazer design para você é simplesmente um ornamento, uma decoração. Quando se depara com algo que não acha legal, você logo pensa em tornar aquilo mais aceitável, mais bonito. É tudo sempre sobre o seu gosto pessoal, não levando muito em conta o gosto dos outros. Teorias de design ou princípios não te preocupam e as coisas são feitas mais intuitivamente. Normalmente neste estágio o objetivo é sempre ser o mais criativo possível, mas dentre todas as idéias que rondam sua mente, você sempre escolhe aquela que te agrada mais, o que nem sempre é funcional.
Estágio 2: Design como descoberta
A grande maioria de nós é atraído a projetar coisas e usar o Photoshop como principal ferramenta, é o estágio onde procuramos aprender a como chegar nos resultados idealizados, onde nos ensinamos a usar ferramentas a nosso favor e não como estágio de um tutorial. Muitos designer também iniciam aqui, principalmente se começam com alguma formação educacional voltada para o design. Aqui você já fez trabalhos para alguns clientes, já tem alguns trabalhos bacanas para montar um pequeno portifólio e já interage com alguns designers experientes, aprendendo com eles. Este é o estágio que costumamos dizer que é onde a “ficha cai”, que fazer design é muito mais do que tornar as coisas bonitinhas, mas ainda não sabe exatamente o que é e onde quer chegar.
Agora, ao invés de fazer aquele convite do aniversário do seu amigo parecer incrível pra você, você também procura fazê-lo incrível para todos que forem vê-lo. Começa a perceber que se outros começam a gostar, mais trabalho pode surgir. É um grande passo para uma carreira de designer, mas não é tudo, começar a ir além nas ideias é uma das características que se espera de um profissional da área. Este é o estágio onde conhecemos e nos interessamos por diversas vertentes do design, você começa a perceber as influências e artistas. Na busca por entender melhor o design e como realizá-lo, você passa a aprender novos programas, novas formas de fazer trabalhos que você já experimentou.
Agora sim você já sabe o que é design e é muito, mas muito raro alguém começar a carreira por aqui. Designers que amadureceram seu conhecimento e seu nicho através de pesquisas e experimentações, se encontram neste estágio. O designer maduro é habilitado a projetar com criatividade tão bem, não importando os programas e princípios do conhecimento. Aqui você percebe que design é comunicação efetiva e sabe muito bem atingir um público específico e comunicar com ele.
É comum transpor barreiras e encarar programas como simples ferramentas de trabalho, você não se limita apenas ao que um programa te possibilita. Você não trabalha mais para o Photoshop ou Illustrator, trabalha pra seres humanos, e estes programas as vezes nem são usados na realização do projeto. Você começa a questionar questões como: “Quem colocou estes teclados do celular nesta posição ao invés de outra?”, começa a ver o porque das coisas. Você conhece uma grande gama de princípios e teorias como design hierárquico, proporção áurea e cores que influenciam o comportamento humano. O design ganha o âmbito de experiência entre produto e consumidor, ganha o sentido de interface, de funcionalidade, e efetividade porque agora você entende que se o seu design é “uma merda”, seu projeto é totalmente inútil.
Não importa em que estágio você esteja, devemos todos trabalhar juntos para promover o design como ele deve ser visto, provendo conhecimento, divulgando trabalhos e dividindo informações. Os pensadores da década passada acreditavam na “Era da informação”, que quem tivesse a informação teria tudo, mas esta era não vale de nada, pois de nada adianta se tiver a informação e não souber utilizá-la da forma correta ou criativa. Ganhar maturidade como designer não dói, não envelhece, se trata de ganho de experiência e amplitude de repertório. É preciso saber dar um caminho a quem quiser melhorar dentro da área ou mesmo ingressar nela, assim o design ganha profissionalização, críticas construtivas sempre devem ser bem vindas. Nós todos temos que ter este compromisso sempre.
Fonte: Webdesigner Depot
Muitos artistas clássicos procuraram a perfeição em seus trabalhos e devemos muito a eles, todo mundo que estuda design já ouviu falar de número de ouro, proporção áurea ou sequência de Fibonacci e temos até programas como o Painter, que já vem com ferramentas embutidas para tal. A grande questão é saber usá-la, você sabe como usar a proporção áurea em seus trabalhos? Consegue identificar trabalhos que usaram estes números de ouro? Numa aula do Mestre Wollner eu tive um belo deslumbre deste conceito aplicado ao design.
Pois bem, acho que o grande problema é que nos limitamos muito a proporção divina clássica, feita por metades duplicadas e crescentes, de onde Fibonacci criou sua espiral famosa, a famosa sequência 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, 377, …
Ou mesmo na imagem imortal do Homem Vitruviano de Leonardo da Vinci.
Mas devemos ampliar a visão sobre estes números e vemos a curvatura e seus semi círculos, juntamente com suas angulações e com isso conseguimos várias formas de aplicação da regra, como a estrela, o pentagrama e várias outras formas que utilizam esta proporção formando grades construtivas muito úteis, como podem ver abaixo:
Eu sempre lia sobre o assunto, mas não conseguia ver isso aplicado na natureza, por exemplo, mas foi em um vídeo que consegui vislumbrar esta regra na sua mais perfeita forma, confiram também abaixo o vídeo:
A Cultura lançou também uma série de vídeos chamados Arte e Matemática, lançados em DVD, onde um deles trata do número de ouro. Abaixo um trecho dele que fala de Fibonacci:
A proporção visual em um trabalho de design tem muito mais a ver com o número de ouro, do que com simetria. O belo nem sempre é simétrico, mas é confortável aos olhos, mostra ao nosso cérebro a equivalência de pesos em um layout ou obedece a ergonomia de nosso corpo, no caso de uma cadeira. Claro que não é fácil e para aplicar a regra com perfeição, é preciso muito estudo teórico e prático sobre o assunto.
Abaixo seguem alguns ótimos exemplos de aplicação de proporção áurea na arte e no design, trabalhos que inspiram a perfeição! Espero ter ajudado a tantos outros que sabiam o que eram, mas não sabiam como usá-los.
Com a popularização do celular e das mensagens de texto, criamos hábitos muito estranhos nas abreviações e brincadeiras com texto, que é uma coisa desta geração e quem não conhece acaba boiando. Mas as mensagens de texto possuem um papel importante na comunicação interpessoal hoje em dia e o infográfico abaixo nos mostra isso em dados, confiram:
Fonte: Technabob
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